Mulheres desobedientes


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De todas as mulheres desobedientes que tive a oportunidade de conhecer, a mais desobediente sou eu mesma. Mas como o mundo seria solitário, se as mulheres desobedientes de todos os tempos, não me tivessem sido apresentadas.

Algumas criaram fama, justamente pela desobediência. E a história que nos chega costuma  ser um tanto quanto masculinista. O ponto de vista é TUDO.

Das mulheres desobedientes que entrei em contato através de livros, a que mais me encanta foi logo a primeira: “Lilith”, primeira mulher de Adão, que se recusou a ser objeto de prazer dele e por isso foi amaldiçoada e condenada a viver reclusa no Mar Vermelho e parir 100 demônios por dia. Já imaginou isso? Um símbolo pode dizer muita coisa.

Mas Ela está lá, parindo seus 100 demônios por dia. Esse Todo Poderoso pôde tudo, menos fazê-la obedecer aos caprichos de Adão, que posteriormente, ganhou lá uma mulher nova e submissa, dizem…

A outra foi Maria Madalena, cuja história se multiplica em diversas versões. A que eu mais gosto, foi que ela escreveu o primeiro “evangelho” (não há relatos de que ela ganhava a vida oferecendo seu corpo, mas sim de ser um Mulher letrada, incomum ao seu tempo e que recebia de seus amigos homens poderoso riquíssimos presentes) e realmente se apaixonou por aquela alma do Homem chamado Jesus de Nazareth e dele engravidou e deu continuidade ao trabalho de sua vida. Alguns autores dizem que ela era uma profeta e que Jesus a procurava para aconselhamento e conversas.
Acredito que a verdade reside apenas no momento presente e que todo o resto são memórias contadas em forma de história.

Há a história de Lou Andreas Salomé, que sempre me encantou. Uma pessoa atípica para sua época. Além de se sentir no direito de terminar um relacionamento, tinha amizade com homens como Freud, Rilke e Nietzsche. Existe uma for famosa em que ela faz um cenário com uma charrete, onde ela é o cocheiro e Rilke e Nietzsche são os cavalos.

Houve muitas mulheres sábias que fazem parte das pessoas notáveis que me ajudaram a crescer e valorizar a minha pessoa pelo que sou e não pelo tanto que sou aceita socialmente.

Meu reconhecimento e gratidão a esse evento misterioso que ocorre entre algumas mulheres: Uma rede de úteros, corações e mentes,  fortalecendo, recuperando as feridas deixadas por um mundo sem corpo, sem coração e sem úteros.

Estejamos atentas e unidas.

Observe sua respiração
Articule a mente

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