Mediadores de saúde


Mediadores de saúde

Sinto muito pelas dificuldades que os médicos brasileiros sofrem pela falta de infraestrutura no seu local de trabalho.
Existem profissionais excelentes, porque são boas pessoas, no sentido de que levando a sério sua profissão, se comprometem a buscar sempre novas formas de curar e aliviar os seres humanos de seus males.
Na época do Imperador Amarelo, na China, os médicos eram contratados pelas famílias e recebiam um salário. Se alguém da família ficasse doente, o salário era suspenso até que houvesse a cura.
É a essência da medicina preventiva. É com a saúde o primordial comprometimento de dos médicos daquela época.

No entanto, raramente ouvimos falar numa greve geral dos médicos contra a situação que os oprime e ao resto da população.
Contra o sistema de saúde e a dominação da indústria farmacêutica, a subordinação dos médicos, que são os agentes dessa indústria, que patrocinam os importantes congressos de saúde e também as pesquisas “científicas”.

Me parece que a classe médica vive numa dimensão paralela e só aparece quando são ameaçados na sua zona de conforto.

A população, paciente e servil, que depende do SUS e seus médicos (com suas precárias condições de trabalho), estão totalmente insatisfeitos, cansados, indignados, alvejados e muito doentes.

A realidade é que um médico brasileiro pode ter uma assistência de saúde totalmente diferenciada do resto da população. Isso já os distingue. Por que os nossos médicos não se manifestam diante de tantos acontecimentos nefastos?

E é aí que me questiono, por que não fazem uma greve geral da Saúde?
Por que esses cidadãos que pertencem a uma classe mais favorecida e esclarecida, não participam desse movimento de transformação, para melhorar a coisa mais preciosa que um ser humano pode desfrutar: uma vida com saúde?

A cara daquele médico que nos atende no ambulatório do SUS, não é de diarreia, mais parece ser uma cara de impotência, daquele que lavou as mãos. Que está ali apenas por seu salário. Aí, tudo vira um “saco cheio, misturado com “foda.se não posso fazer nada mesmo”…
No momento da transformação interior, da ação que vem do coração, por que não repensar  e resignificar a saúde e a prática da medicina?

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