O sapateiro que virou astrólogo


O sapateiro que virou astrólogo

“Em uma cidade da antiga Pérsia havia um pobre sapateiro chamado Ibrahim. Ibrahim era dominado por uma esposa particularmente voraz e invejosa. Todos os dias a mulher ia ao mercado, o grande bazar, e sempre encontrava ali alguém que lhe provo cava ciúmes.

Certa vez, observou uma dama vestida com uma magnífica roupa, portando lindas jóias e raras pérolas nas orelhas, sendo atendida par muitas pessoas. Perguntou quem era e disseram-Ihe:”É a mulher do astrólogo do rei”.

“Claro, um astrólogo! É isso que meu desgraçado Ibrahim deve tornar-se”, pensou a mulher do sapateiro. E correu para casa tão rapido quanto seus pés lhe permitiram.O sapateiro, vendo a expressao de seu rosto, perguntou-Ihe: “O que está acontecendo, minha querida?”

“Não fale comigo, nem se aproxime de mim antes de ter-se tornado o astrólogo da corte!”, disse ela bruscamente. “Abandone seu negócio miserável de remendar sapatos! Não serei feliz até que fiquemos ricos!”

“Astrólogo! Astrólogo!”, gritou Ibrahim. “Mas que qualificações tenho eu para ler as estrelas? Você deve estar doida!”

“Não sei nem quero saber como você vai fazer isso. Apenas se transforme num astrólogo até amanhã, ou voltarei para a casa de meu pai e pedirei o divórcio.”o sapateiro ficou louco de preocupação. Como se tornaria um astrólogo? Por outro lado, não podia suportar a ideia de perder sua esposa. Então saiu à rua, comprou um mapa do zodíaco, um astrolábio e um calendário astronômico. Para tanto, teve que vender todas as suas ferramentas de sapateiro…
Logo sentiu que poderia ser bem sucedido em sua nova profissão. Assim, foi para a praça publica anunciando:”Venham! Venham todos! Tenho resposta para tudo! Posso ler as estrelas e conheço o sol, a lua e os doze signos do zodíaco! Sou capaz de predizer o que está por acontecer l”

Justamente nesse momento, o joalheiro do rei passava por ali em grande aflição, pois havia perdido uma das jóias imperiais que lhe fora entregue para ser polida. Era um grande rubi, que ele tinha procurado em todos os cantos sem encontrar. O joalheiro do rei sabia que se não achasse o rubi estaria perdido, pois isso poderia custar-lhe a vida.

Ele se aproximou da multidão que cercava Ibrahim e perguntou o que estava acontecendo.

“Veja, o mais novo astrólogo, o sapateiro Ibrahim, agora está prometendo contar tudo que há para se saber l” debochou um espectador.

O joalheiro da corte avançou até onde estava Ibrahim e cochichou em seu ouvido:”Se você realmente entende de sua arte, descubra para mim onde está o rubi do rei e lhe darei duzentas moedas de ouro. Se fracassar, serei o instrumento que lhe trará a morte!”

Ibrahim ficou atordoado. Pôs a mão na testa, sacudiu a cabeça e, pensando em sua mulher, disse:”Oh! Mulher, mulherl Você é mais perigosa para a felicidade de um homem que a pior das serpentes!”

Acontece que a jóia tinha sido furtada pela mulher do joalheiro que, com a consciência pesada, havia mandado uma escrava seguir o marido onde quer que ele fosse.
Essa escrava, ouvindo o novo astrólogo lamentar-se a respeito de uma mulher tão perigosa como uma serpente, pensou que tudo tivesse sido descoberto e correu para casa para contar a sua dona.

“A senhora foi descoberta, querida ama!”, anunciou. “Foi descoberta por um detestável astrólogo! Vá falar com ele, minha patroa, suplique ao infeliz que seja misericordioso, pois se ele contar a verdade ao seu marido a senhora estará perdida!”

A mulher então colocou seu chapéu, foi até Ibrahim e jogou-se a seus pés chorando:”Salve minha honra e minha vida e eu lhe direi tudo!” “Dirá o quê?” perguntou Ibrahim.

“Oh! Nada que você ainda não saiba”, ela soluçou. “Você sabe muito bem que eu roubei aquele rubi. Fiz isto para castigar meu marido, pois ele me trata com muita brutalidade! Mas você, homem maravilhoso, de quem nada pode ser escondido, dê-me suas ordens e eu farei tudo o que quiser para que este segredo nao seja trazido à luz.”

Ibrahim pensou rapidamente e falou:”Sei tudo o que você fez e, para salvar-lhe, peço-lhe isto: coloque imediatamente o rubi debaixo do travesseiro do seu marido e depois esqueça-se de tudo”.

A mulher do joalheiro voltou para casa e fez como prometera. Uma hora depois Ibrahim foi ao joalheiro dizendo que fizera todos os cálculos e que, de acordo com o sol, a lua e as estrelas, naquele exato momento o rubi encontrava-se debaixo de seu travesseiro.

O joalheiro saiu correndo da sala como um veloz cervo que estivesse sendo caçado e voltou em alguns minutos como o mais feliz dos homens. Abraçou Ibrahim como a urn irmão e colocou a seus pés uma bolsa con tendo duzentas moedas de ouro.
Com os elogios do joalheira ainda soando em seus ouvidos, Ibrahim voltou para casa agradecido, pois agora podia satisfazer a paixão de sua mulher por dinheiro. Pensou que não precisaria mais trabalhar, mas ficou desiludido ao ouvi-la dizer:

“Esse é apenas seu primeiro sucesso em sua nova profissão! Quando seu nome for conhecido, você logo será convocado para o palácio!”

O infeliz Ibrahim protestou. Não via nenhuma vantagem em continuar nessa carreira de adivinho, simplesmente porque não se sentia seguro. Como podia esperar outras golpes de sorte como o que havia tido da ultima vez? Mas sua mulher continuou fazendo manha, e uma vez mais ameaçou-o com o divórcio.

Ibrahim concordou em sair à praça pública no dia seguinte para, de novo, atrair. atenção sobre si. Ele gritou forte como antes:

“Sou um astrólogo! Posso ver tudo que irá acontecer graças ao poder que me foi dado pelo sol, pela lua e pelas estrelas!”

A multidão reuniu-se outra vez. Uma dama de véu que ali passava com sua serva escutou falar do sucesso que ele havia alcançado no dia anterior, com a descoberta do rubi do rei, e mais uma dúzia de outras histórias que nunca tinham acontecido.

A dama, muito elegante, vestida com finas rendas e sedas, abriu caminho ate Ibrahim e perguntou:”Eu Ihe peço a resposta deste enigma: onde estão meu colar e meus brincos que guardei fora do lugar ontem? Nao ouso falar com meu marido sobre meu esquecimento, pois ele é um homem muito ciumento e poderia pensar que os dei para algum desconhecido.”O astrologo, diga-me logo onde estão ou ficarei desonrada para sempre! Se me der a resposta certa, o que para você não deve ser difícil, imediatamente lhe darei cinquenta moedas de ouro.”

Por um momento o infeliz sapateiro ficou mudo com a visão de uma pessoa de aparência tao distinta puxando sua manga e colocou a mão sobre os olhos. Então, fitou-a novamente imaginando o que iria dizer. Nesse momento ele percebeu que uma parte de seu rosto estava descoberto, o que era impróprio para uma pessoa de nível social tão elevado, e que seu véu se havia rasgado, provavelmente devido a pressa com que passara pela multidão.

Ele inclinou-se em sua direção e falou em voz baixa:

“Madame, o buraco! Olhe o buraco!”, referindo-se ao buraco que via aberto no véu.Isto imediatamente despertou na dama uma lembrança.

“Nao saia daqui, ó maior dentre todos os astrólogos!”, disse ela, e retornou à sua casa, que nao ficava longe. Lá dentro, num buraco na parede do banheiro, encontrou o colar e os brincos, ali mesmo onde os havia escondido de olhos invejosos. Logo estava de volta, portando um outro véu e trazendo uma bolsa com cinquenta peças de ouro para Ibrahim. A multidão juntou-se a seu redor, admirando essa nova prova de habilidade do sapateiro-astrólogo.

Porém a mulher de Ibrahim não podia ainda competir com a esposa do astrólogo do rei, e, assim, continuou obrigando seu marido a prosseguir na busca de fama e fortuna.

Nessa mesma época, quarenta cofres cheios de ouro e jóias foram roubados do tesouro real. Funcionários do estado e o chefe de polícia tentaram, todos eles, localizar os ladrões, mas não tiveram sucesso. Por fim, dois servos foram enviados até Ibrahim para lhe perguntar se seria capaz de resolver o caso dos cofres extraviados.O astrólogo do rei, porém, estava espalhando mentiras a respeito de Ibrahim pelas costas. Ouviram-no dizer que daria quarenta dias para que o sapateiro-astrólogo encontrasse os ladrões, tendo profetizado que, ao término desse prazo, Ibrahim seria enforcado por não ter sido capaz de solucionar o problema.

Ibrahim foi levado à presença do rei e inclinou-se perante o soberano.

“Então, de acordo com as estrelas, quem é o ladrão?”, perguntou o rei.

“Ainda é muito difícil dizer, meus cálculos levarão algum tempo”, gaguejou Ibrahim. “Por ora só posso adiantar à Vossa Majestade que não foi somente um ladrão mas quarenta os que cometeram este espantoso roubo do tesouro real.”
“Muito bem”, disse o rei. “Onde estão eles e o que fizeram com tanto ouro e jóias?”

“Isso só poderei dizer daqui a quarenta dias”, respondeu Ibrahim, “se Vossa Majestade conceder-me esse tempo para consultar as estrelas. Veja, a cada noite existe uma conjuntura diferente que e preciso estudar. ..”

“Eu lhe concedo quarenta dias”, falou o rei. “Mas se ao fim desse tempo você não tiver a resposta, sua vida estará perdida.”

o astrólogo da corte ficou muito satisfeito, sorrindo maliciosamente por detrás das barbas, o que inquietou o pobre Ibrahim. E se o astrólogo da corte estivesse correto? Ele voltou para casa e disse a sua mulher:

“Minha querida, temo que sua grande avidez tenha feito com que me restem agora apenas quarenta dias para viver. Vamos gastar alegremente tudo o que ganhamos até agora, pois ao fim desse tempo serei executado”.

“Mas, marido, você deve encontrar os ladrões nesse período usando o mesmo método que o fez achar o rubi do rei e as jóias da mulher!”, disse ela.

“Insensata criatura!”, exclamou Ibrahim. “Esqueceu-se de que resolvi esses dois casos simplesmente graças à Vontade de Deus? Nunca poderei obter outros sucessos como estes, nem que viva cem anos! Não, acho que o melhor para mim será colocar um damasco dentro de uma tigela a cada noite. Quando completar os quarenta saberei que é a noite do quadragésimo dia e o fim de minha vida. Você sabe que não tenho habilidade para calcular e, se não fizer dessa maneira, nunca saberei o dia certo.”

“Seja corajoso!”, ela disse. “Mesquinho e sem fé, isso é o que você é! Trate de pensar em alguma solução, mesmo enquanto coloca os damascos na tigela, para que eu possa andar adornada como a mulher do astrólogo da corte, na posição social que mereço por minha beleza!”, retorquiu.
Nenhuma palavra de conforto para com o pobre Ibrahim, nenhum pensamento para com o tumulto que se havia instalado em seu coração. Ela só tinha olhos para si mesma e para sua vitória pessoal sobre a mulher do astrólogo do rei.

Enquanto isso, os quarenta ladrões, que se encontravam a uns poucos quilômetros da cidade, haviam recebido informações precisas acerca das medidas tomadas no intuito de descobri-los.

Os espiões informaram-lhes que o rei havia chamado Ibrahim e, sabendo que o sapateiro acertara com precisão o número exato deles, começaram a temer por suas vidas. Mas o capitão do bando falou:

“Iremos até lá esta noite e ficaremos escutando do lado de fora de sua casa. Se de fato ele tiver feito uma adivinhação ao acaso, não teremos nenhuma razão para nos preocupar”.

Todos aprovaram o plano e assim, depois do por-do-sol, um dos ladrões ficou escutando junto ao terraço.

O sapateiro tinha terminado sua prece da noite, e sua mulher acabara de entregar-Ihe o primeiro damasco.”Ah! Aqui está o primeiro dos quarenta!”, disse ele, enquanto guardava o damasco na tigela.Assim que ouviu essas palavras, o ladrão voltou correndo para o bando, completamente apavorado e contou que, de algum modo, Ibrahim havia percebido sua invisível presença através da parede e da janela, pois dissera: “Ah! Aqui esta o primeiro dos quarenta!”

Ninguém acreditou na história do espião e, na noite seguinte, dois membros do bando foram enviados para ficar escutando, completamente escondidos pela escuridão, do lado de fora da casa. Aterrorizados, ambos ouviram Ibrahim falar claramente:”Minha querida, nesta noite temos aqui dois deles!”
Ibrahim, é claro, após a prece da noite, havia recebido das mãos de sua mulher o segundo damasco. Os ladrões, atordoados, fugiram noite adentro e contaram a seus companheiros o que tinham ouvido.

Na noite seguinte, três homens foram enviados; na quarta noite, quatro; e por muitas noites eles vieram exatamente na hora em que Ibrahim colocava o damasco dentro da tigela. Na ultima noite, todos os quarenta ladrões estavam ali, e ouviram claramente quando Ibrahim disse:

“Ah! o numero está completo! Esta noite todos os quarenta estão aqui!” Nesse instante todas as duvidas foram desfeitas. Era impossível que tivessem sido vistos sob o manto da escuridão em que haviam chegado, misturados aos transeuntes e ao povo da cidade. Ibrahim nunca havia olhado pela janela e, mesmo que o tivesse feito, não teria sido capaz de vê-los, tão profundamente estavam imersos nas sombras.
“Vamos subornar 0 sapateiro-astrólogo”, disse o chefe do bando. “Iremos oferecer-lhe a parte do roubo que desejar e, dessa forma, impediremos que amanhã ele nos denuncie ao chefe de polícia”, sussurrou para os outros.

Eles bateram à porta de Ibrahim quase ao amanhecer.

Supondo que eram os soldados que iriam leva-lo embora para ser executado, Ibrahim veio tranquilo atender à porta. Ele e sua mulher haviam gasto a metade do dinheiro na boa-vida e ele se sentia pronto para ir. Nem mesmo estava triste por deixar sua mulher para trás. E ela, para dizer a verdade, estava bastante contente por ter muito dinheiro para gastar consigo mesma.

“Eu sei porque vocês vieram!”, ele gritou, no momento em que os galos cantavam e o sol começava a se levantar. “Tenham paciência! Já estava indo vê-los agora mesmo. Mas que coisa perversa vocês estão a ponto de fazer”, e caminhou para fora bravamente.

“Ó homem maravilhoso!”, gritou o chefe dos bandidos. “Estamos convencidos de que você sabe porque estamos aqui. Mas será que não podemos oferecer-lhe duas mil moedas de ouro e implorar que não diga nada sobre esse assunto?”

“Não falar nada sobre isso?”, disse Ibrahim. “Honestamente, vocês pensam que é possível ser submetido a uma maldade tao grosseira e injusta e não gritá-la bem alto, para que todo mundo saiba?”

“Tenha pena de nós!” exclamaram os ladrões e vários deles atiraram-se aos pés de Ibrahim. “Apenas salve nossas vidas e nós devolveremos o tesouro que roubamos.” O sapateiro não tinha certeza se estava acordado ou sonhando, mas, percebendo que aqueles eram os quarenta ladrões, assumiu um tom solene e falou:

“Ó homens miseráveis, vocês não podem escapar à minha percepção profunda, que alcança o sol e a lua e que conhece cada estrela que há no céu. Seu arrependimento salvou-os. Se restituírem cada um dos quarenta cofres roubados farei o melhor que posso para interceder a seu favor junto ao rei. Agora vão, apanhem o tesouro e coloquem-no num buraco com um pé de fundura que vocês mesmos cavarão junto ao muro da cidade. Caso contrário, serão enforcados! Vão, ou a destruição cairá sobre vocês e sobre suas famílias!”

Tropeçando, caindo e se levantando, o bando de ladrões saiu em disparada. Será que funcionaria? Ibrahim sabia que só deveria esperar um pouco para saber.Era uma curta espera, mas ele também sabia que só tinha uma vida a perder.
Assim sendo, de qualquer maneira, estava correndo um grande risco. Mas Deus é justo.

Recompensas correspondentes a seus méritos esperavam Ibrahim e sua esposa.

Ao meio-dia Ibrahim apresentou-se alegremente ao rei, que disse:

“Sua aparência é promissora. Traz boas notícias?”

“Vossa Majestade”, disse Ibrahim, “as estrelas permitirão encontrar apenas uma coisa ou outra: os quarenta ladrões ou os quarenta cofres do tesouro. Pode Vossa Majestade escolher?”

“Seria lamentável não punir os ladrões”, disse o rei. “Mas, se tem que ser assim, eu escolho o tesouro.”

“E darás aos ladrões o perdão total, ó rei?”

“Sim”, respondeu o monarca, “contanto que os quarenta cofres sejam encontrados intactos.”

“Então sigam-me”, disse Ibrahim.

E partiu na direção do grande muro da cidade. O rei e todos os seus cortesões seguiram Ibrahim, que durante a maior parte do tempo dirigia seu olhar para o céu, murmurando consigo mesmo enquanto descrevia círculos no ar. Quando terminou suas invocações, apontou a parede sul e pediu ao rei que os servos ali cavassem, dizendo que o tesouro seria encontrado intacto.

Do fundo de seu coração esperava que assim fosse.

Dentro de pouco tempo, todos os quarenta cofres foram descobertos, com todos os selos reais intactos.

O júbilo do rei foi imenso. Ele abraçou Ibrahim como urn pai e imediatamente o nomeou astrólogo da corte.

“Declaro que você deverá casar-se com minha única filha!” gritou cheio de alegria. “Pois você devolveu a riqueza ao meu reino e recompensá-Io dessa forma é apenas meu dever.”

A bela princesa, que era linda como a lua na sua décima-quarta noite, não ficou insatisfeita com a escolha de seu pai, pois já havia vista Ibrahim de longe e se apaixonara secretamente desde o primeiro olhar.

A roda da fortuna tinha dado uma volta completa. De madrugada, Ibrahim conversava com o bando de ladrões e com eles barganhava. Ao anoitecer, era dono de um palácio e possuía uma jovem e encantadora esposa que o adorava. Mas isso não mudou o seu jeito de ser: ele era tão feliz sendo um príncipe como quando era um pobre sapateiro. Sua antiga mulher, por quem não mais se afligia, saiu de sua vida e encontrou o castigo que merecia por sua fútil e insensível vaidade.

“Assim é a tapeçaria de nossa vida trabalhada pelo Grande Desenhista”

O sapateiro que se tornou astrólogo
Extraído do livro “Três historias e um destino” – compilação Grupo Granada de contadores de histórias. Edições Dervish – 1999.

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