O medo da morte


 

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Superar algo é ir além do medo. É seguir, apesar dos obstáculos e enfrentá-los.
A sensação de dor, quando muito intensa cria uma círculo vicioso.

O stress do estilo de vida gera dor, que gera mais stress.
Ninguém suporta permanecer com uma dor contínua, oscilando entre média e intensa por muito tempo.
Esse “muito tempo” é único. Cada corpo e mente sabem quando chegaram no limite e precisam agir na direção do despertar.
Se o que chama de inconsciente, que eu entendo como algo que não consigo nem pensar, fala e grita pelo corpo quando não iluminado pela consciência, então o caminho mais rápido e eficaz é começar do começo. Zerar tudo. Para tudo e observar a minha respiração. Me colocar numa posição reta, já que não consigo relaxar de jeito nenhum.
Talvez a questão seja alinhar e reequilibrar, principalmente a minha coluna, cada vértebra.

Pode até parecer simplista demais. Eu mesma já corri pro hospital em buscar de ajuda, de alguém que me tirasse a dor que eu não queria sentir, nem entender. O desapontamento foi grande e por não ter funcionado, eu desisti.

Como sempre, voltei pra casa, pro meu corpo. Ia escutar a fala da dor e movimentava o “stress” no corpo, na respiração.
A cada momento ,e parece que temos um corpo diferente, com necessidades sempre inéditas e especiais.
O movimento lento, as vezes pode ser o melhor remédio. A mente pede a respiração do vazio, outros momentos a respiração do fogo. Outra um tipo ocidental de shavásana.
Fecho a porta de um local onde posso estar só, vou pro chão sentar ereta e observar minha respiração.
Eventualmente algo cheio de sentido e clareza surge. Então eu sei exatamente o que fazer.
Como me movimentar, em qual ritmo, se quero soltar a garganta e mantrear, ou apenas emitir sons.
Se meu corpo necessita de movimentos ao ar livre, se preciso apenas me deitar no chão por 15 min.

Eu sei. E todos também sabem. É uma questão de aprender a aprender.
Sou uma eterna aprendiz do corpo e das coisas da alma, do  imaterial.
Eu costumo me pergunta o que de pior poderia acontecer e a resposta vem clara: a morte.
Bom, isso todo mundo já sabe que um dia isso vai acontecer, e por mais acompanhados que estejamos,
vamos morrer sós, assim como nascemos sós e vamos sentir coisas que não havíamos experimentado antes.
Chego a conclusão que mais cedo ou mais tarde, o dia  vai chegar. E que esse evento, tanto como o nascimento,
faz parte de Vida.
Aí, sim, escolho meditar e observar meu corpo, minha respiração e articular minha mente para o NOVO.
Nesses momentos eu vivo como se fosse morrer amanhã. E isso é muito vivificante!
Desperta em mim uma confiança que antes não estava lá…

Faça-se uma gentileza
Observe sua respiração
Articule sua mente

Sandra Moreira De Almeida

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