Apelo da alma


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Estou enclausurada, Agonizo em silenciosos gritos… 

Apelos de libertação. O silencio, latejante e Vivo. 

E a “presença”, contagiante. 

Espaçoso e penetrante é este silencio. 

 Escrevo na esperança “quase infantil”

 De purgá-lo nestas palavras. 

 Acordo sempre no mesmo dia. Vivo e morro, no tempo. 

 O fato de estar no mundo ainda me causa espanto. 

Ser o testemunho da unicidade de meu Ser É a missão. 

 O mundo já não representa a Terra que meu corpo e alma conhecem. 

Minha origem, meu destino. A Terra de quem sou parte e fruto  

 A falta de objetivo e desvario, tomou a Terra Conquistou-a, submeteu-a e finalmente a dominou. 

Não só latifundios, mas também a alma feminina. 

 Minha alma não cabe dentro dos conceitos sociais.

Minha voz não é ouvida. O mundo está surdo aos apelos do coração

 Está cego para meus instintos e intuições.

 Criar um espaço feminino neste mundo é uma tarefa árdua demais para minha alma de mulher. 

 Hoje o Sol amanheceu assustado.

Hoje, Ele não iluminou minhas vísceras e não acalentou minha alma. 

 É manhã. E o dia ainda tem tantas horas pela frente. 

Sou passarinho selvagem, assustado na cidade

Fora de seu habitat natural. 

Sou mulher, sou fêmea e não vejo para mim um lugar nesse mundo. 

 Quero que a Terra volte…Quero mãe! 

S.M.A.2002 

 

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