Um novo feminino


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Vivemos eras de supressão do feminino.

Gerações e mais gerações com dependências e carências. Desrespeito, liberação sexual, difusão do divorcio e todas as consequências que já conhecemos muito bem.

Ouvimos de nossas mães conselhos paradoxais como “Tem que ter um homem que seja provedor e cuide de você.” X “Tem que estudar, ser bem sucedida e ganhar bem para mandar embora na hora que não quiser mais”.

A verdade é que temos vivido reativamente, com único objetivo – oculto- de ser aprovadas ou de reagir com o que não concordamos. Desta forma, esses conflitos crescem internamente e manifestam-se na vida afetiva. Ou na falta dela.

Dizemos que queremos é ser felizes e que não importa os conceitos coletivos, sociais, culturais e familiares. Talvez, além de não muito verdadeiro, isso seja um grande problema. Não se importar. Pois, quer queiramos, quer não, muito disto está presente em nosso DNA e interagimos com um meio de dor, sofrimento, lares desfeitos, carências e escassez. Muito baseado no medo de ficar só ou de faltar algo. Não se importar acaba sendo um grande problema, pois, enquanto não refizermos – de fato – esta programação dentro de nós, esta história não é a de outras mulheres. É a nossa historia, de nossa ancestralidade que não é somente de nossos antepassados, mas de toda a humanidade, de todas as mulheres que vieram antes e que são – em ultima instancia – arquétipos dentro de nós a que queremos honrar e às vezes até vingar – inconscientemente, claro.

É melhor nos importarmos para não perdermos mais tempo.

Ao invés de julgarmos a mãe, a avó, o pai, o irmão, o ex namorado bla bla bla… Vamos compreender e acolher que cada um fez o melhor que sabia fazer, que muitas vezes o “algoz” é a maior vitima de seus feitos. Porque não há vitima nem algoz. Há uma vida que segue para a evolução, assim como um rio sempre segue em direção ao mar, aconteça o que acontecer.

Vamos olhar com amor para estas mulheres do passado e não mais querermos ser melhores do que elas, mas olhar e dizer “Sinto muito. Agora eu posso completar o que não foi possível para vocês. Me abençoem para que eu possa amar e ser amada sem medo de ser machucada. Eu sigo apenas com o que é meu e deixo agora o que não me pertence para a mãe terra absorver e convido vocês a fazerem o mesmo agora. Deixem o que não lhes pertence.”

Faca uma grande reverencia e despeça-se.

Lembre-se que, quando está trabalhando imaginariamente sua relação com mulheres ancestrais e, consequentemente, com os homens com que se relacionaram, na verdade, você está acolhendo e ressignificando arquétipos internos, partes SUAS que operam ativamente, gerando uma ação reativa e não proativa sua, inconsciente, no seu cotidiano e resultam no seu status de vida afetiva deste momento, entre outras coisas mais.

Lembre-se que, nos casais, os dois SEMPRE têm o mesmo valor. A criança as vezes vê o pai com maior valor e começa a querer ser que nem ele, suprimindo seu feminino para não sofrer como a mãe ou ano ser desvalorizada. Mas é apenas nossa parte tirana que julgou e desvalorizou nossa outra parte que carrega os presentes da mãe. Talvez seu amor incondicional, sua resiliência… Coisas que não tínhamos maturidade para valorizar quando criança. E acabamos valorizando só a força do masculino. Acabamos, assim, atraindo outros masculinos que não valorizam o feminino. Ate que nos mesmas valorizemos nosso feminino internamente.

Os casais tem sua forma própria de se relacionar. Se um prove materialmente e o outro provê emocionalmente com este apoio, amor incondicional, resiliência e manutenção da calma – por exemplo – os valores são iguais. E é exatamente enquanto os dois têm mesmo valor, que permanecem juntos. Quando a balança se desequilibra muito, a relação se desfaz.

Também esta deturpação de valor dentro dos casais já aprendemos com nossas ancestrais que presenciaram muito sofrimento.  Mas temos o privilegio da luz do conhecimento e podemos mudar tudo.

Outra coisa: comece agora a perceber que muitas de suas expectativas que não foram atendidas em suas relações, talvez não sejam suas. Pergunte a sua eu do futuro, plenamente realizada, o que ela queria de verdade das relações. Você pode se surpreender com a resposta. Esse é seu valor verdadeiro, aquilo que realmente é importante para você.  Talvez você queira só diversão, só sexo, pouca convivência, pouco tempo dedicado a relação. Consequentemente vai atrair iguais, com mesma disponibilidade. Não há nada de errado nisso. Talvez seja seu momento. Talvez o modelo que você acha que é seu sonho seja o sonho de outras que você deseja honrar. Mas não podemos oferecer nossa vida em sacrifício, mesmo que inconscientemente.

Temos um compromisso com nossa alma, que tem seu jeito singular de dar e receber amor. Descubra o seu e permita-se ser feliz com ele. Não se puna para que alguém se sinta culpado por sua infelicidade. Não mais. Acabou. Está tudo bem agora.

Se ame

Se acolha

Seja feliz

AGORA

Adriana Mangabeira
Leia mais: http://ser-quantico-com.webnode.com/news/um-novo-feminino/

Observe sua respiração
Articule a Mente

Sandra Moreira De Almeida
Terapeuta Corporal Holística
Criadora do CorpoInConsciencia

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2 pensamentos sobre “Um novo feminino

  1. Espetacular!! Estou em estado de êxtase em ler este artigo! Estou me debruçando em mim mesma procurando respostas…li o livro Prostituta Sagrada e agora estou lendo o Mistério da Coniunctium e venho me culpando a cada página que leio…. No final parei o último livro pela metade e estou me permitindo viver sem exigir antes que eu enloqueça!
    Excelente! Muito obrigada!

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