A permissividade


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A permissividade em geral, vem do desejo de agradar e da dificuldade de desconhecendo seu limite e auto-estima, dizer Não.
Quem deseja agradar a todos e não expressa a raiva do sutil desrespeito e desconsideração que vivencia no dia a dia, não está tendo uma vida emocional satisfatória.

Inconscientemente, essa indignação se acumula e o resultado todos conhecemos.
O momento chegará em que esse ser, em geral do gênero feminino, entra em colapso e inicia seu processo de desaparecimento.

Como coisas assim começam e/ou terminam com ou na família, o ser vai se distanciando socialmente. A família e o ser, se emaranham no seu drama, cotidiano aprisionador. Não dá “tempo” para mais nada.

Mesmo depois dos filhos crescidos, é a vez dos pais virarem bebês.
O que passa, é que os filhos das últimas gerações ficam mais tempo sendo Bebês, por melhor que tenha sido a formação intelectual, emocionalmente são infantis.
Tem corpos adultos e já tem tamanho para determinar o seu desejo diante da família, até gritar e violentar psíquica ou físicamente.

Querida Mulher-Mãe-Avó-Amiga-Companheira-Pano de chão, Rainha do Lar, este é o início do FIM.

É o sinal do fim dos tempo regidos pela tradição, família e propriedade.

A mulher é permissiva com o sistema social, com os filhos, os homens, amigas e outras famílias. Não importa o quanto pais e filhos tentem agradarem-se mutuamente, jamais será suficiente.
A família desintegrou-se não pelos SIMs ao coletivo, mas pelos Nãos que especialmente as mulheres dizeram para si mesmas, e por isso são castigadas pelos filhos, sutil ou explícitamente.

Será que todos os Sims que eu disse para aqueles que gosto, foram os Nãos que me impus? Ponderar sobre isso me faz pensar em invisibilidade silenciosa e inconsciente.

É tempo de SER, simples e plenamente, sem correntes emocionais que nos prendem a uma imagem que alguém tem de nós, totalmente inadequada e fantasiosa, particular.
Em geral, um mixto de Jane Fonda, Madre Teresa e Tina Turner. Missão impossível.

Sempre foi e será, mas há aqueles que continuam perseverantes, tentando corresponder, aquiecer e manter-se nessa ZONA de total desconforto silente.

Outros, tendem  a reagir remanejando a vida de maneira que esteja cercada de seres que a aceitem, suportem e respeitem. Ter uma convivência harmônica e evolutiva. Alegre e produtiva.
Seres com essa tendência, já entenderam que são completamente incompetentes para agradar quem quer que seja. Incapazes que preecher o vazio de um só coração ou mesmo atormentá-lo.

Esse entendimento faz uma grande diferença no cotidiano.

Se o ser considera-se do Bem, sabe que fez o melhor possível, em todas as circunstâncias da Vida.
Entendeu que tentando agradar a todos, especialmente aos conviventes, foi sumindo aos poucos, envelhecendo, perdendo a serventia institucional, o espaço social.

O “Conhecido” não nos permite mudar.

O institucional rejeita mudanças. As pessoas não gstam de não entenderem mais quem você é. Cobram ou afastam-se por causa disso.

A verdade que eu enxergo, é a mulher ainda precisando da proteção do homem, nesse sistema. Mesmo que não seja material; e até para consegui-la. Vindo do pai, de uma herança, etc.

Se a mulher uni-se a um bom homem-pessoa, ele garante o lugar da mulher e mãe,  ensina o respeito pelo feminino com o exemplo.
Ele a ajuda a Ser Soberana de Si mesma e independer-se dele. Nisso essa toda sua honra e função de esposo e pai nessa sociedade: independência material feminina no mundo masculino.

Mas para isso, um ser assim, deve ter sido muito bem amado por sua própria mãe. Vejo, geração de lares destroçados. Anticoncepcional. Reposição Hormonal, Smartphone, GPS, seres ilhados sentados um ao lado do outro. Somos permissivos e inconscientes.

No Japão, a única maneira de viver lá, em Tokyo, é com smartphone. E nós dizemos SIM. Porque é prático, rápido. Qual o problema se meu filho de um ano tenha um smartphone? SIM.

SIM, nós compramos. Se  não podemos vencê-los, unamo-nos a ELES (??).

Sim, eu vou dar meu tempo, meu sangue, minha alma, vou gastar muito com bons lugares, comidas e bebidas, vou pagar a melhor escola pro meu filho. Mesmo que por dentro, apesar da estabilidade material, esteja vazia.

Sutilmente desrespeitada e anulada como SER feminino, orgânico, anímico. São tão homeopáticas, as doses, que o Ser sente, mas não sabe.

Por que não tenho querer ou tenho compulsão de quereres, sou um ser institucionalizado.

Estou dizendo SIM. Serei uma boa agente e criarei bons cidadãos, bons soldados, médicos, padres, etc. Tudo de acordo com o equilíbrio estabelecido antes de eu nascer.

Como é comum repetirmos nossos pais! Imitando ou fazendo o contrário.
Inconscientes, todos dizemos SIM, somos todos permissivos, inconscientes e conscientes, porém partidos.
E porque não conhecemos o amor verdadeiro, que vem de um coração quieto, ainda tentamos agradar…E dizer Nãos a nossa própria Alma.

 

Sandra Moreira De Almeida

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