Filhos de uma mãe


borboleta

Fundamentalmente, é isso que todos somos.
E é a partir dessa relação que iniciamos nossa jornada sobre como nos relacionar com as pessoas.
Uma mãe sábia, pode nos facilitar a vida, abreviar sofrimentos e muitos etcs.

Uma mãe devastada como pessoa, pode e muito ensinar naturalmente ao filho, muito mais sobe o relacionamento com o mundo do que  a mãe sábia.

A sabedoria é um estado de espírito. Quando o peixe está na água, está em ambiente propício, logo pode SER plenamente.

Quando uma mulher está em seu estado natural, da mesma forma, o espírito da sabedoria se faz presente.
E qual é esse estado?

Uma mulher amada por si mesma, que vive entre pessoas que a amam e respeitam.
Que ensina a filha como uma mulher pode ser tratada neste mundo através do exemplo e não de palavras.

A cada dia um número inacreditável de mulheres são agredidas fisicamente ou mortas por seus companheiros. Essas mulheres morreram para nos ensinar algo muito valioso.

Há aquelas sobreviventes da violência psíquica, a invisível aos olhos, mas devastadora de almas femininas.
Essas podem tornarem-se sábias e dedicarem suas vidas a viver do essencial e das novas possibilidades que suavemente se apresentam timidamente no mundo hoje.

Há também aquelas que não sobreviveram a tirania social, impressa no gen do indivíduo, que não pode ser inteiro. Essas nem constam nas estatísticas, pois o laudo de óbito, apresenta outra causa de morte.

Essas filhas de uma mãe, não puderam superar aquela gota dágua. Aquela atitude de novo. Aquele copo fora do lugar (que ela já havia lavado e guardado)…Não pode suportar mais aquele desrespeito. Sucumbiram a negligência e a falta de amor nas relações do mundo.

Um mundo de filhos da mãe. Um lugar parecido com a casa de chocolate da história “João e Maria”, a sociedade e suas instituições, a bruxa sedutora.

Existem mães que negligenciadas e imaturidade de seus filhos adultos, sucumbem na dor da incompreensão, essas são nossas maiores mestras.

Quem deposita toda sua confiança num filho pode vir a sucumbir disso, portanto o amor a si mesma é honrar a linhagem feminina despedaçada, com a própria vida plena.

Há uma época fora da história em que as mulheres eram respeitadas.
Aqui está uma oração celta que podemos recorrer para fortalecer o sofrimento de uma e todas as mulheres da história patriarcal:

“…Jamais permitas que algum homem a escravize, nasceste livre para amar e não para ser escrava.
Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?
Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!
Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?
Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.
Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!

Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.

Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai. (E se tu o gerar saiba que a dádiva da Mãe-Deusa é apenas Tua, crie e eduque teu filho/filha de modo que possa vir a ter força e jamais tema ser mãe solteira; o pecado está apenas na mente dos fracos.)

Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher! …”

 Estejamos atentas, consciências amigas!

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