Por que estou deixando o corpo por último?


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Como me sinto bem quando me alongo, respiro e suo. Suar me faz bem, parece que saio mais leve da aula.

Sei disso, meu corpo sabe disso e no entanto, por que eu deixo o Corpo pra caber no meu orçamento pra depois, e compro um sapato de R$ 170,00 em 3 vezes ou dez.

Por que deixo para procurar sentir-me bem quando me sinto muito mal?

Sei o quanto necessito, sei que posso pagar ou pedir bolsa ou propor um escambo, mas não faço isso. Deixo pro mês que vem. Por não respirar bem, nem me hidratar, nem movimentar-se de modo harmônico o suficiente, me faço “mimos” (que podem ser caros, muito mais caros do que sessões individuais até…), para aplacar temporariamente minha ansiedade.

O Corpo tem peso, tem articulação, circulação de sangue e energia, e ainda mais os pensamentos e emoções. Melhor comprar aquela camisa, ou ir naquele restaurante, me distrair. Depois eu vejo isso, mês que vem.

Tudo bem que é temporário e que, as vezes, fico pior depois desses “mimos”.
Engulo um antidepressivo ou qualquer outro “anti” e vou pro mundo.
Que é onde meu coração está.
Nas distrações do mundo.
No sofrimento da humanidade, que somos cada um e todos nós.

Está mais do que lido e escrito que tudo começa dentro de nós, por isso vou pro corpo, porque é meu único refúgio. Sei que minha respiração é importante para meu cérebro e minha mente. Sei que alongar respirando, me fortalece e flexibiliza. Não só no corpo.
“…É  em cima, como embaixo…” É no Corpo, como na mente e vice-versa.

Não diga pra mim o que você está esperando, dê essa resposta a si mesma, consciência amiga.
Eu hoje vou vencer o sussurrador em mim e vou me matricular numa atividade que seja bela, indispensável e útil.

Não ouça o sussurrador, nem o sabotador, não vale o tempo.

S.M.E.

 

 

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