Nossa conexão com o mundo


chacara mulher vermelha
O primeiro chakra, situado na base da coluna vertebral ou cóccix, é conhecido como chakra raiz. Seu nome em sânscrito é Muladhara, que significa base, fundamento, suporte, sustentação, fundação.
Só por estes dados já podemos ter uma noção de sua importância, certo?
Pois bem, chakras são centros de energia que funcionam como verdadeiros portais para acessarmos níveis mais sutis de manifestação do nosso Ser. Temos inúmeros chakras pelo corpo, mas os principais são os sete que estão representados na figura em anexo. Sendo assim, sabemos que através deles acessamos sete vibrações energéticas diferentes e, por consequência, sete níveis de consciência diferentes.
Cada chakra vai nos trazer um aprendizado específico a respeito de nós mesmos e do funcionamento universal. Uau! Isso quer dizer que viemos com manual de instruções para a Vida?
Sim! Basta que tenhamos olhos para ver, ouvidos para ouvir… Está tudo aí, no céu, na terra, nos animais, nas plantas, nos ciclos do qual fazemos parte, inclusive no nosso corpo físico, lindo e absolutamente natural  Pode vir, pode pegar.. é tudo seu!
Mas não é grátis, há sempre um preço. Saiba que percorrer com afinco os caminhos do autoconhecimento e desvendar os mistérios do universo lhe tornará diferente da grande massa, muito provavelmente você será mais difícil de manipular, consumirá menos, buscará menos fugas e terá suas verdades mais fortalecidas. Sabe como é, são escolhas e consequências!
É disso que o primeiro chakra nos fala: sua primeira escolha foi feita, você encarnou.
Ser responsável por suas escolhas, ter bases e raízes firmes na grande Verdade, saber que é direito seu estar viva ocupando um lugar neste mundo material, são alguns de seus ensinamentos.
O Muladhara é ligado ao elemento terra, é o chakra mais físico onde a manifestação da energia é mais densa. Ligado ao instinto de sobrevivência, corresponde fisiologicamente às glândulas supra-renais que participam da formação do cortisol e adrenalina, que em excesso criam o famoso quadro de estresse (permanente estado de alerta e atenção). Para quem curte uma abordagem indiana, o mantra relacionado é Lan, mas eu, com meu jeito ocidental, entendo como: “Estou viva! Eu sou!”.
Um profundo valor de si mesmo e de merecimento (tanto quanto de qualquer outro ser vivente) são qualidades expressivas do Muladhara. Outra forma de compreendê-lo: pense numa árvore milenar; suas raízes estão profundamente localizadas, sua ligação com a terra é íntima, seu senso de pertencimento à Grande Unidade é notado, ela está integrada e sabe que seu lugar é só seu. Suas raízes garantem isso. Esse é o nosso chakra raiz.
Para saber o resultado de um desequilíbrio nesse chakra, pense no oposto: necessidade de se validar através da opinião dos outros, sensação de não pertencimento, sensação de que seu nascimento foi um erro, dificuldade de se posicionar em situações de conflito, medo, paranóia, necessidade de se afirmar através de bens materiais, indecisão, auto-imagem construída através de uma persona que simula uma falsa segurança, negação do corpo físico, desconexão com a natureza desse corpo e suas funções fisiológicas considerando-as impuras (ânus e todo o aparelho excretor), problemas renais, problemas nas primeiras vértebras da coluna, problemas de quadril e tudo o mais que envolver a região.
Eu diria que todas estas manifestações negativas são provenientes de um único sentimento, que resume sua disfunção: medo da escassez – o maior artifício de controle da humanidade sempre foi e sempre será o medo. É assim que a elite governante do planeta nos mantém submissos, através do medo.
A igreja faz isso o tempo todo. Pais criam filhos submissos através do medo (e não estou falando de violência física, mas de algo tão cruel quanto, que é a manipulação através da sutil ameaça da retirada do amor: “se você não for o que eu digo que é o certo que você seja, talvez eu não lhe ame tanto assim”).
Mas calma! Há solução! Compreenda que quando nos afastamos da Fonte original, onde tudo é unidade e abundância, criamos o ego e o conceito de “eu” e “outro”.
Também criamos a sensação de desconexão e admitimos que eventualmente “algo” poderá nos faltar: amor.
Quando trabalho com meus clientes e ouço suas histórias, procuro lembrá-los “o que é que todo mundo quer de verdade?
Ser amado e aceito”. Essa é a base que se desenrola em todos os dramas e suas variações mega criativas formadas pela mente humana.
É o chakra de base, é a raiz enfraquecida que nos faz “tremer na base”, literalmente! Ficar “com o c# na mão”, tremer de medo! “E se eu não me bastar? E se não me aceitarem? E se não me amarem?”.
Compreender que o que buscamos externamente sempre esteve à nossa disposição o tempo todo, bastando que nos religuemos à Fonte Original, é um primeiro passo para mantermos nossa raiz mais firme.
O segundo passo pode ser dado literalmente, pisando na terra com pés descalços e absorvendo a energia desse elemento. Praticar jardinagem também, caminhar na praia, trabalhar com argila… ou dançar! Praticar atividade física, ouvir mais o corpo.
Alguns àsanas de yoga são ótimos! Escavar memórias antigas de infância onde você detectou episódios de ter sido controlado pelo medo de ser inadequado. Traga suas lembranças para situações mais atuais onde isso se repete.
Perceba o quanto você pode estar com medo da vida, evitando sentir algo em profundidade. Se precisar, peça ajuda a um terapeuta. Mas o mais importante de tudo é que uma escolha seja feita.
Decida viver as lições próprias deste planeta com todo o seu Ser, de corpo e alma!
Observe sua respiração
Articule a Mente
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