Nos dias de luto


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O luto é usado para descrever o estado de espírito de quem perde alguém querido. No Japão quem perde os pais não recebe felicitações de ano novo nem de feliz aniversário por 3 anos após o funeral.

Entende-se que quem perdeu um membro da família, deve ser deixado ao tempo, para que cure as feridas da perda e por isso não tentam “animá-lo” a sair de seu luto.

O luto é importante para a cicatrização emocional daquilo que lhe foi extirpado pelo destino. Por mais que se esteja preparado, se a pessoa lhe foi muito querida, a morte é sempre uma notícia fatídica e inexplicável.

No ocidente o luto, também, tem uma obsolescência programada. No dia do funeral é o ápice. Pessoas que não via em vida, aparecem na hora da morte para prestar apoio e solidariedade à família e despedirem-se, com certa curiosidade.

Depois disso, algumas pessoas se reaproximam, as outras voltam a mesma ausência de sempre. No geral as pessoas tentam ignorar o sentimento da perda, o luto do outro. Querem esquecer a morte. Mostram-se preocupados querendo convidar para atividades “terapêuticas”.

Por que não podemos estar tristes?

Qual é o problema da tristeza, da morte?

Eu falo de um estado de espírito de risos fracos, apenas de atividades essenciais como o trabalho e de pessoas essenciais, aquelas que podem respeitar o ciclo do sentimento. Os dias do luto tem cores. Nem sempre fica tudo colorido, mas aqui e ali as cores vão se mostrando com o passar do tempo.

Os riso vão ficando mais largos e nos dias cinzas, a paciência é a única companheira. Existem pessoas que desenham, que pintas, escrevem, dançam e meditam para manifestar sua realidade interior, expressando aquilo que está na alma. Isso é essencial para a cura da alma.

A expressão da tristeza de um luto, é tão importante quanto a expressão da alegria de uma celebração!

Sinta e deixe sentir…

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